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Divino Sospiro e Nova Era Vocal Ensemble no Palácio de Queluz

Conheça os músicos responsáveis pelo programa "Sacro Vivaldi – a música sacra do 'padre ruivo'" no Palácio Nacional de Queluz, no dia 5 de novembro de 2022, um concerto no âmbito da Temporada de Música 2022 da Parques de Sintra. 

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Massimo Mazzeo (direção musical da Divino Sospiro)

Na área da música antiga, depois de ter colaborado com agrupamentos e artistas de grande renome em Itália, como Rinaldo Alessandrini e o ensemble Aurora, forma, no ano de 2004, a orquestra barroca Divino Sospiro, que se afirma, num curto espaço de tempo, como uma das orquestras de referência em Portugal. Com este grupo, já se apresentou em alguns dos mais prestigiados festivais a nível internacional.

Massimo Mazzeo dirigiu orquestras em vários festivais, nacionais e estrangeiros e colaborou com alguns dos solistas mais prestigiados tais como Andreas Scholl, Karina Gauvin, Gemma Bertagnolli, Deborah York, Christophe Coin, Pedro Burmester, Ana Quintans, Giuliano Carmignola, Angelika Kirschslager.

Dedica o seu percurso interpretativo à procura de um estilo singular e de um equilíbrio entre uma visão historicamente informada e uma atitude que olha para a essência da música, transcendendo posições preconcebidas.

Há vários anos que colabora com as mais importantes entidades artísticas do País como a Fundação Calouste Gulbenkian, a Casa da Música, a Companhia Nacional de Bailado, o Centro Cultural de Belém, entre outros. Massimo Mazzeo tem gravado para as editoras BMG, Erato, Harmonia Mundi France, Deutsche Harmonia Mundi, Nuova Era, Movieplay, Nichion, Dynamic, Panclassics e Glossa.

É diretor artístico e fundador da orquestra barroca Divino Sospiro e diretor do “Centro de estudos musicais setecentistas de Portugal”.

Massimo Mazzeo foi agraciado pelo Presidente da República Italiana, Sergio Mattarella, com o titulo de Cavaliere dell’Ordine della Stella d’Italia pelo trabalho de divulgação das relações culturais entre Portugal e Itália.

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João Barros (direção musical do Nova Era vocal Ensemble)

Mestre em Direção Coral e licenciado em Formação Música e Direção Coral pela Escola Superior de Música de Lisboa. Iniciou a sua formação em piano no Conservatório D. Dinis com Elsa Cabral e, em 2012, frequentou o Curso de Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional. Em 2013 frequentou, como estudante de Erasmus, o Kodály Intézet (Hungria).

Desde 2018 que é formador de professores nas oficinas “música na escola”, organizadas pela Fundação Calouste Gulbenkian. Como cantor, João Barros fez parte do Tenso Europe Chamber Choir, Ensemble Vocal Desafinados, Officium Ensemble e Meesters&Gezellen, com os quais se apresentou em concerto em 12 países diferentes.

A convite da companhia “World Masters in China” realizou masterclasses e workshops para mais de 4.000 professores de música e maestros chineses, tendo dirigido mais de 50 coros em Pequim, Shanghai, Hangzhou, Lanzhou, Tsingtao, Jinan e muitas outras cidades chinesas.

Em 2018, fundou o Nova Era Vocal Ensemble e assumiu a direção artística do Coro ISCTE e do Coro de Câmara Outros Cantos.

Em 2019, ganhou, com o Nova Era Vocal Ensemble, a medalha de ouro no Festival Coro de Verão 2019 e o prémio “choir of the choirs”, e respetivo primeiro prémio, no Festival Vocal Art Choir Competition. No mesmo ano, obteve a bolsa de mérito da Interkultur por “outstanding conducting achievements” e teve a oportunidade de trabalhar na Alemanha com André Van der Merwe e Romãns Vanags, bem como de dirigir o Rundfunk-Jugenchor Wernigerode. Em 2021 foi selecionado para a fase final da competição Fosco Corti International Competition, em Turin.

É o Diretor Artístico da Lisbon Choral Conducting Masterclass e atualmente estuda com Daniel Reuss e Kaspars Putnins.

 

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Divino Sospiro

Divino Sospiro é uma orquestra barroca fundada sobre os princípios de qualidade e da fidelidade da interpretação, que enfrenta o repertório antigo sem, no entanto, abdicar do seu próprio instinto criativo. Foi criada com a vontade de despertar um novo gosto estético, uma nova paixão pelo “ouvir”, uma nova reflexão sobre o sentido da música e dos músicos.

Desde a sua criação, participou em alguns dos mais prestigiados festivais e apresentou-se em concerto nalgumas das mais importantes salas de Portugal, incluindo a Fundação Calouste Gulbenkian, o Centro Cultural de Belém, a Casa da Música, a Companhia Nacional de Bailado e o Teatro Nacional de São Carlos, tendo-se ainda apresentado em alguns dos mais prestigiados festivais e principais auditórios estrangeiros, entre os quais se destacam: Folle Journée de Nantes (França), Folle Journée au Japon (Tóquio), Muzikfest Bremen (Alemanha), Auditório Nacional de Espanha em Madrid, La Valletta Early Music Festival (Malta), Halle Festspiele e Festival d’Ambronay (França). A Divino Sospiro teve ainda a honra de atuar duas vezes para o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, por ocasião da sessão de boas vindas aos Corpos Diplomáticos e nas Celebrações Oficiais do 25 de Abril.

A gravação do seu primeiro CD, para a editora japonesa Nichion, com repertório de W. A. Mozart, mereceu o galardão de bestseller naquele país; e a gravação da Ópera 'Antigono' (estreia mundial absoluta em 2011, no CCB) mereceu 5 Diapason da importante revista francesa. A sua última gravação ('Passio Iberica', 2019, Panclassics), dedicada a obras de compositores portugueses e espanhóis, tem tido grande destaque merecendo, em 2019, as 5 estrelas da revista italiana especializada 'Musica'. Muitos foram também os registos efetuados para o Canal Mezzo e para a RTP.

Desde a sua fundação, deu importância central ao estudo e investigação da música portuguesa do período setecentista e em parceria com a Parques de Sintra - Monte da Lua, criou o Centro de Estudos Musicais Setecentistas de Portugal (DS-CEMSP), sediado no Palácio Nacional de Queluz, focando o seu trabalho na recuperação das Serenatas criadas para o Palácio de Queluz, um património único em Portugal.

O DS-CEMSP, juntamente com a Parques de Sintra, é hoje membro efetivo da REMA, a mais importante rede europeia de música antiga, que reúne membros de 88 instituições culturais de 21 países europeus.

O ano de 2022 viu a orquestra Divino Sospiro estrear-se em algumas das mais importantes salas de concerto da Europa, entra as quais merecem destaque a Philharmonie de Paris, o Arsenal de Metz e os festivais de Halle, Saint Michelle en Thierrace, Lyon.  

Ao longo de vários anos, a Divino Sospiro tem vindo a recuperar a apresentar grandes obras da música portuguesa setecentista em estreia mundial moderna, como a ópera 'Antigono'. de Antonio Mazzoni, as Oratórias de Pedro António Avondano, a 'Morte de Abel', e 'Gioas Re di Giuda', ou as Serenatas 'L’Isola Disabitata', de David Perez, 'Endimione', de Niccoló Jommelli, 'Perseu', de João de Sousa Carvalho, 'La contesa delle stagioni', de Domenico Scarlatti. A gravação da Oratória 'Morte de Abel', de Pedro António Avondano, terá o seu lançamento discográfico em 2023, pela editora Glossa, que representa a orquestra faz desde 2019. 

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Nova Era Vocal Ensemble

O Nova Era é um Ensemble Vocal fundado em 2019 pelo maestro João Barros e é composto por 28 cantores.

Através de várias estreias absolutas de compositores portugueses e estrangeiros, o Nova Era tem vindo a dar um novo rumo à composição em Portugal, estimulando a criação de obras corais e proporcionado um espaço privilegiado para o diálogo entre compositores, maestro e coro. 

Este ensemble pretende, paralelamente, dar a conhecer ao público as mais relevantes obras corais da história da música. Recentemente interpretou obras como “Cantique de Cantique”, de Daniel Lesur, “Missa para duplo coro”, de Frank Martin, “Messe en Sol majeur”, de Francis Poulenc, “Canticle of the Sun”, de Tõnu Kõrvits e motetes de Bach.

Em 2019 participou no Festival Coral de Verão, em Lisboa, e foi galardoado com a medalha de Ouro nas duas categorias em que participou. No mesmo ano arrecadou o 1º prémio “Choir of the choirs” na Vocal Art Choir Competition.