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Parques De Sintra Palacio De Queluz

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Palácio e Jardins de Queluz

Palacio Nacional De Queluz Aposentos Carlota Joaquina Camarim©PSML EMIGUS

Integrado nos Aposentos da Rainha D. Carlota Joaquina, o Camarim era uma sala destinada a momentos de convívio e privacidade. Tradicionalmente associado à guarda de objetos de coleção e retratos de família, o termo evoluiu até ao início do século XIX, passando a designar um espaço onde era possível receber visitas e desfrutar de momentos de lazer, num ambiente mais reservado. Esta designação caiu progressivamente em desuso nas residências palacianas, sobretudo a partir do liberalismo, sendo substituída por outras mais específicas, relacionadas com as funções quotidianas dos espaços.

 

O Camarim permitia à rainha dedicar-se a atividades de lazer, entre as quais os jogos de cartas, de que era apreciadora. Uma caixa em madeira lacada de produção chinesa, com fichas de madrepérola gravadas com as armas e as iniciais da soberana, destinava-se a jogos como o voltarete e o whist, que exigiam estratégia aos jogadores. Inventariada em 1807 no camarim dos aposentos de D. Carlota Joaquina na Quinta do Ramalhão, esta peça testemunha a circulação de objetos entre as diferentes residências reais.

Sobre os Aposentos de D. Carlota Joaquina

Nascida em Espanha, D. Carlota Joaquina (1775–1830) veio viver para o Palácio Nacional de Queluz aos 10 anos de idade, na sequência do seu casamento com o infante D. João, futuro rei D. João VI (1767–1826). Figura marcante e controversa da história portuguesa e brasileira, teve um papel político ativo numa época em que a intervenção das mulheres na vida pública era limitada, afirmando a sua influência nos assuntos da corte.

 

Em 1807, partiu com a família real para o Brasil, na sequência das invasões francesas, regressando a Portugal em 1821. Mais tarde, apoiou o filho, D. Miguel, na defesa do absolutismo, em oposição ao movimento liberal.

 

Nos últimos anos de vida, a rainha escolheu para seus aposentos uma zona térrea do Palácio Nacional de Queluz, próxima dos jardins, onde viria a morrer, em 1830. As salas, que conservam móveis e objetos que lhe pertenceram, permitem conhecer melhor a sua vivência quotidiana e o seu gosto, marcado pelas tendências da época.

 

Antes de serem ocupados pela rainha, estes espaços foram residência de D. Pedro Carlos (1786–1812), que ocupava uma posição de destaque na corte, sendo reconhecido como infante de Espanha e de Portugal.

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