História do Farol do Cabo da Roca
Situado a 165 metros de altitude e com uma torre de 22 metros de altura, o Farol do Cabo da Roca é o terceiro mais antigo ainda em funcionamento no litoral português.
A ordem para a sua construção foi dada em 1758, mas as obras só tiveram início mais tarde, em 1772. Em 1843, o farol foi alvo de uma importante modernização, com a instalação de um novo sistema rotativo composto por dezasseis candeeiros de Argand com refletores parabólicos. Mais tarde, em 1883, foi aprovada a instalação de iluminação elétrica e de um sistema sonoro de aviso (uma sereia a vapor), que entrou em funcionamento em 1897.
Ao longo do século XX, o Farol do Cabo da Roca foi sujeito a diversas intervenções destinadas a modernizar e otimizar o seu funcionamento. Em 1917, foi instalada uma fábrica de gás acetileno para alimentar o sistema luminoso e, em 1932, o sinal sonoro passou a funcionar através de um sistema de ar comprimido. Em 1937, foi instalado um radiofarol e, em 1946, entrou em funcionamento uma nova ótica, substituída no ano seguinte por uma ótica de 3.ª ordem. Em 1949, o farol foi ligado à rede pública de abastecimento de água e, em 1980, à rede elétrica nacional, o que permitiu, em 1982, a instalação de uma sereia elétrica. Em 1990, o farol foi automatizado, tendo sido desativada a fábrica de gás acetileno. Posteriormente, foram também desativados a sereia elétrica (2000) e o radiofarol (2001).
Em 2017, a Direção-Geral da Autoridade Marítima e a Parques de Sintra celebraram um protocolo de cooperação para a gestão do Farol do Cabo da Roca, com o objetivo de potenciar a utilização, valorização e conservação deste espaço, nas suas vertentes de património natural e construído.