Restauro ecológico da Tapada do Saldanha e Tapada D. Fernando II

Pegada De Carbono 1

A Parques de Sintra – Monte da Lua, na prossecução da sua missão de salvaguarda e valorização do património natural sob sua gestão, arrancou com dois projetos de restauro ecológico, na Tapada do Saldanha e Tapada D. Fernando II.

 

Estes projetos são financiados através do Apoio Voluntário a Projetos de Restauro Ecológico, contribuição essa disponível na bilheteira online para os visitantes que pretendam apoiar os esforços de restauro ecológico na Serra de Sintra.

 

No seguimento dos recentes temporais e da necessária canalização de esforços para a remoção do material vegetal caído nas diferentes propriedades da Parques de Sintra, os esforços de gestão de espécies invasoras e de regeneração do coberto vegetal destas duas propriedades foram afetados, levando à necessidade de criação de projetos de restauro ecológico que permitam promover a biodiversidade ao mesmo tempo que reduzem a exposição a riscos climáticos extremos.

 

Estes projetos englobam um conjunto de intervenções:

 

  1. Ações de gestão de espécies invasoras, nomeadamente de várias espécies de acácias, utilizando diferentes métodos de controlo da vegetação – monda manual, corte mecânico, desbaste da casca, entre outros;
  2. Ações de plantação de espécies autóctones, diversificando o coberto vegetal presente;
  3. Ações de seleção e marcação da regeneração natural presente de espécies autóctones, garantindo que os melhores exemplares, mais adaptados às condições edafoclimáticas da Serra de Sintra e que preservam a diversidade genética da região, serão preservados;
  4. Criação de clareiras ocupadas com prados biodiversos, criando descontinuidades na ocupação florestal, potenciando o alimento para polinizadores e a criação de novos nichos ecológicos nestas tapadas;
  5. Criação de novas charcas temporárias, beneficiando a biodiversidade e aumentado as condições de infiltração da água, reduzindo dessa forma os fenómenos erosivos.

 

Parte destas ações serão desenvolvidas com o apoio de ações de voluntariado, garantindo o envolvimento da comunidade sintrense ao mesmo tempo que se aumenta a consciencialização ambiental dos visitantes.

Descubra qual a sua pegada ecológica e contribua

Se está a pensar visitar um dos monumentos geridos pela Parques de Sintra, pode ajudar diretamente a desenvolver estes projetos de restauro ecológico. Como? Através de uma contribuição voluntária na bilheteira online.

Ao aceder ao simulador da pegada ecológica, poderá ver qual o impacto da sua visita no meio ambiente. A partir do valor calculado, será sugerida uma contribuição monetária. Esta será usada para apoiar os restauros ecológicos destas tapadas.

Ficha técnica

Duração:

2026-2027

Local:

Tapada do Saldanha e Tapada D. Fernando II

Área temática:

Restauro biológico, preservação do meio ambiente e alterações climáticas

No horizonte 2025/27, a missão da Parques de Sintra é orientada por 7 objetivos estratégicos

  • 1) Oferta cultural e turística diferenciadora. Potenciar uma oferta cultural e turística distintiva, que enriqueça a experiência dos visitantes e valorize, de forma autêntica, o património sob gestão, promovendo o acesso à cultura, o reforço da identidade local e o desenvolvimento sustentável de Sintra.
  • 2) Compreensão e recuperação do património. Compreender e recuperar o património natural e construído, combinando investigação, técnicas tradicionais e abordagens inovadoras que assegurem a autenticidade dos valores patrimoniais, a fruição qualificada e a transmissão às gerações futuras.
  • 3) Salvaguarda da Paisagem Cultural e Património UNESCO. Proteger e valorizar a Paisagem Cultural de Sintra e o património imaterial classificados pela UNESCO, garantindo a sua proteção, investigação e divulgação, e promovendo a integração harmoniosa com o tecido social e ambiental local.
  • 4) Resiliência climática e biodiversidade. Reforçar a resiliência às alterações climáticas, promovendo a biodiversidade através de soluções baseadas na ciência e na natureza, que preservem o património natural e construído e contribuam para o equilíbrio ecológico.
  • 5) Inovação, sustentabilidade e gestão da qualidade. Desenvolver e implementar projetos inovadores e colaborativos, promover a adoção de práticas ambientais sustentáveis e incorporar sistemas de gestão da qualidade e de compliance.
  • 6) Parcerias e envolvimento comunitário. Reforçar parcerias com o setor empresarial e associativo, envolvendo comunidades científicas, artísticas e intelectuais, para criar um ecossistema colaborativo que amplifique o impacto positivo no território e na valorização do património.
  • 7) Valorização dos trabalhadores e cultura organizacional. Valorizar as pessoas, fortalecendo uma cultura organizacional sólida e inspiradora, que reconhece o mérito, potencia o desenvolvimento e consolida o orgulho de pertença e o compromisso com a excelência.