Novo Centro Interpretativo do Farol do Cabo da Roca abre ao público a 23 de julho
22 jul. 2026
O novo Centro Interpretativo do Farol do Cabo da Roca, um projeto conjunto da Parques de Sintra e da Direção-Geral da Autoridade Marítima - Direção de Faróis, foi inaugurado esta quarta-feira e abre ao público amanhã, 23 de julho. A cerimónia de inauguração das novas valências de um dos faróis mais antigos de Portugal, em funcionamento há mais de 250 anos, contou com a presença de Nuno Melo, Ministro da Defesa Nacional, e de Maria da Graça Carvalho, Ministra do Ambiente e Energia.
Na sua intervenção, o Ministro da Defesa Nacional defendeu que é fundamental olhar o mar como uma “prioridade estratégica”, nomeadamente ao nível da salvaguarda do património, que é um “esforço de muitas frentes”. Nuno Melo definiu este projeto como “um exemplo virtuoso em torno de um compromisso comum e quando assim é ganham todos: a manutenção das estruturas (…), a cultura, o ambiente (…), o património. Todos são beneficiados, com a garantia adicional de que o Farol do Cabo da Roca continua a ser um ponto de referência.”
Por seu turno, Maria da Graça Carvalho afirmou que este é um momento importante na história do Farol do Cabo da Roca, que “assume também o papel de ligação entre o oceano e a pérola nacional que é o Parque Natural Sintra-Cascais”, ponto de charneira entre os ecossistemas marinho e terrestre. “Esse é o espírito que estamos a incutir no Plano Nacional de Restauro, uma perfeita simbiose entre os vários ecossistemas”, acrescentou a Ministra do Ambiente e Energia. Elogiando a excelência e o rigor das entidades promotoras do projeto, a governante concluiu: “o Farol está bem entregue”.
João Sousa Rego, Presidente do Conselho de Administração da Parques de Sintra, sublinhou que este projeto de recuperação e de implementação de um Centro Interpretativo e de novos espaços de acolhimento só foi possível graças à cooperação entre a empresa e a Autoridade Marítima Nacional, tendo implicado um investimento superior a 1,6 milhões de euros. “Queremos que quem chega ao Cabo da Roca não encontre apenas um lugar extraordinário para observar o Atlântico. Queremos que perceba onde está, reconheça os valores naturais que o rodeiam e descubra um território muito mais vasto: onde os palácios conduzem à Serra, o património cultural ajuda a interpretar a paisagem e o contacto com a natureza desperta a responsabilidade de a proteger”, explicou o responsável.
Nesta cerimónia, o Contra-almirante José Diogo Pessoa Arroteia, Diretor-Geral da Autoridade Marítima Nacional realçou a importância de conciliar a missão primária do Farol do Cabo da Roca, ou seja, o “assinalamento marítimo, essencial à segurança da navegação”, com a abertura ao público. Reiterou, igualmente, que foi o esforço conjunto desta entidade e da Parques de Sintra que permitiu a “valorização de um património edificado e paisagístico de valor incomparável, que passa agora a abrir-se de forma organizada e sustentável ao conhecimento e à fruição pública”.
Nesta inauguração, esteve também presente Francisco Duarte, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Sintra.
Nova vida e novas experiências num dos faróis mais antigos de Portugal
A abertura do Centro Interpretativo, complementado pela área dedicada a exposições temporárias, pela nova cafetaria e pela loja, dá início a um novo capítulo na longa história do Farol do Cabo da Roca. Inaugurado em 1772, é um dos mais antigos do país e o segundo mais antigo ainda em funcionamento no litoral português. No novo espaço, o público é convidado descobrir a história deste lugar e a importância dos faróis para a navegação marítima.
A visita essencial, em regime livre, dá acesso ao Centro Interpretativo, bem como ao pátio, onde é possível contemplar a vastidão do Oceano Atlântico e a beleza da Serra de Sintra, bem como fazer uma pausa na cafetaria. O bilhete para esta experiência tem um valor de 5€.
A visita panorâmica junta a tudo isto a subida até à varanda panorâmica, com o acompanhamento de um elemento da Parques de Sintra. Este local mais elevado possibilita uma vista privilegiada sobre as falésias, a costa e a imensidão do mar, no ponto mais ocidental da Europa continental. Esta modalidade de visita custa 10€ para adultos, 7.50€ para séniores (65+) e 5€ para jovens (6-17 anos).