Castelo dos Mouros: trabalhos de manutenção no Centro de Apoio ao Visitante. Saiba mais | Palácio da Pena: visita ao interior apenas com data e hora marcada, indicadas no seu bilhete; não existe tolerância de atraso. Saiba mais

Parques de Sintra restaura Sacristia, Átrio e Salas de Passagem do Palácio Nacional da Pena

09 fev. 2024

Cumprindo a missão de salvaguarda do património sob a sua gestão, a Parques de Sintra tem em curso o projeto de conservação e restauro da Sacristia, Átrio da Sacristia e Salas de Passagem do Palácio Nacional da Pena. A intervenção, que surge na sequência da monitorização e análise constante do edifício, visa recuperar estes espaços e proporcionar aos visitantes uma melhor leitura e interpretação dos compartimentos em causa.

 

Os trabalhos contemplam o restauro dos revestimentos parietais – pintura decorativa, azulejo, rebocos e pedra – e dos pavimentos em madeira, cerâmica e grés cerâmico. Neste capítulo, destaca-se o raro pavimento em grés cerâmico do Átrio da Sacristia, formando padrões em ladrilho colorido, que remonta ao período inicial da construção do palácio (cerca de 1840). É o único que resta desta fase, já que em todos os outros compartimentos os ladrilhos foram substituídos por pavimentos de madeira no início da década de 1880.

 

Paralelamente, serão recuperados todos os vãos afetos a esta área do Palácio e serão revistas as infraestruturas elétricas e a iluminação cénica das salas, com o objetivo de melhorar a experiência de visita.

 

A Sacristia, Átrio da Sacristia e as Salas de Passagem correspondem ao corpo de ligação entre os dois núcleos principais do Palácio, ou seja, entre o antigo mosteiro quinhentista adaptado a zona habitacional e a nova ala palaciana acrescentada por D. Fernando II no século XIX.

 

O compartimento que se designa atualmente por Átrio da Sacristia foi utilizado como entrada para visitas durante a época da monarquia, mas já no inventário de 1860 aparece designado como “Entrada Principal do Antigo Edifício” e nunca deixará de ser utilizado como tal. Esta entrada tinha funções diferentes da “Sala de Entrada Pela Escada das Cabaças”, que servia os convidados que acediam diretamente ao Salão Nobre, quando se realizavam as receções maiores.

 

A Primeira Sala de Passagem funcionava como passagem para a Sala de Fumo e para o Salão Nobre e, também, como antecâmara ao ateliê da Condessa d’Edla e de D. Fernando II. A segunda Sala de Passagem funcionava, igualmente, como espaço de distribuição doméstica.

 

Dado o elevado valor histórico e a complexidade da intervenção, prevê-se que estes trabalhos se prolonguem até ao segundo semestre de 2024. O projeto, orçado em 500 mil euros, será executado a par da visitação do Palácio, de acordo com a política “Aberto para Obras”, que tem o intuito de sensibilizar o público para a importância e para as especificidades do trabalho de conservação do património, bem como para o investimento humano e financeiro que implica.

 

Na última década, os parques e monumentos administrados pela Parques de Sintra receberam cerca de 25 milhões de visitas, tendo a empresa investido 40 milhões de euros no património edificado e natural à sua guarda. Sem recorrer ao orçamento de Estado, a Parques de Sintra aposta num modelo de gestão pioneiro que assenta na capacidade de o património gerar receitas que são depois reinvestidas na sua recuperação e manutenção. Continuando na mesma linha de atuação, futuramente, a empresa prevê investir mais cerca de 30 milhões de euros na valorização dos parques e monumentos que gere.

PNP Sacristia E7A1559©PSML Jose Marques Silva Bx