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“Sintra Resiliente”: Parques de Sintra e parceiros locais debateram soluções para recuperar e robustecer a Serra

25 fev. 2026

Na sequência das recentes intempéries e do seu impacto na Serra de Sintra, no passado dia 19 de fevereiro, a Parques de Sintra promoveu o encontro “Sintra Resiliente”, que reuniu a Associação de Proprietários de Quintas na Serra de Sintra e stakeholders locais com o intuito de refletir, identificar problemas e, em conjunto, debater soluções para recuperar a paisagem e torná-la mais resistente às alterações climáticas.

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Fazendo um ponto de situação nas áreas sob gestão da Parques de Sintra, João Sousa Rego, Presidente do Conselho de Administração da empresa, afirmou: “neste momento, neste ‘rio atmosférico’ e nestas tempestades que existiram nas semanas anteriores, temos uma perda de 20 mil árvores e na depressão Martinho tivemos 230 mil árvores que foram afetadas, o que nos dá um total de 250 mil árvores afetadas neste espaço de menos de um ano”.  

 

A dimensão dos danos leva o responsável a defender “uma nova estratégia de valorização florestal” para responder às necessidades do território, bem como um reforço do investimento. Este ano, a Parques de Sintra duplicou o investimento na floresta para 3,6 milhões de euros e está “a reorganizar as equipas e encontrar as melhores soluções para aumentar a capacitação técnica e um modelo de atuação mais resiliente às alterações climáticas”, sublinhou.

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A diversidade de espaços requer respostas diferenciadas. Assim, para o perímetro florestal, a Parques de Sintra propõe a criação de mosaicos na paisagem para gestão florestal, redução do risco de incêndio e reforço de biodiversidade.

 

Relativamente aos parques e jardins, cada espaço deve ter o seu plano de gestão, com ações concretas e equipas focadas nesses objetivos. Impõe-se a definição de estratégias de preservação das vistas históricas com plantações que promovam sombras; o incremento das espécies das coleções botânicas originais, através da criação de um viveiro e de um banco de sementes com fins científicos e potencial comunitário; e o reforço das equipas externas de resposta aos danos causados por intempéries.

 

Nas tapadas históricas, o controlo de invasoras será intensificado e serão reintroduzidas espécies herbívoras que contribuam, simultaneamente, para enriquecer a biodiversidade e para reinterpretar estes espaços históricos mantendo o seu cariz romântico e a sua unicidade.

 

João Sousa Rego frisou, ainda, que, para uma floresta mais resiliente, o modelo de economia circular permitirá “outro tipo de rendimentos” e “de soluções”, como o aproveitamento do material lenhoso, das limpezas florestais e das plantas, ou produtos da gestão florestal, como, por exemplo, o mel.

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O responsável estima que a remoção das árvores afetadas vai estender-se ao longo dos próximos três anos, com prioridade para as áreas que representem maior risco. Paralelamente, serão levadas a cabo ações de replantação e serão implementadas medidas que permitam reduzir o risco do reaparecimento das exóticas invasoras.

 

O envolvimento dos parceiros e stakholders locais é crucial para o sucesso destas medidas. A resiliência desta paisagem, considerada Património da Humanidade pela UNESCO, é um desígnio comum a todos os sintrenses, que têm na Serra de Sintra um ativo de valor incalculável a nível natural, patrimonial e turístico. Assim, perante a ameaça das alterações climáticas, a resposta “tem de ser colaborativa e tecnicamente informada”, defendeu o Presidente do Conselho de Administração da Parques de Sintra.

 

Nesse âmbito, durante a sessão, foi disponibilizado aos participantes o documento “Guia para Plantação de Árvores (Reforço e recuperação de jardins após tempestades) — Plantar árvores é um ato de responsabilidade ambiental e de compromisso com as gerações futuras”, com orientações práticas para apoiar decisões informadas e evitar soluções precipitadas que possam fragilizar ainda mais os ecossistemas.

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O encontro “Sintra Resiliente” contou com a participação da Associação de Proprietários de Quintas na Serra de Sintra, representada pela Presidente Rita de Castro Neto, e com a presença de mais de duas dezenas parceiros.