Recantos
Parque e Palácio Nacional da Pena
A zona dos Aposentos Privados do Palácio Nacional da Pena corresponde aos espaços onde a Família Real viveu a dimensão mais íntima do Palácio, longe das salas cerimoniais e do protocolo das receções. É aqui que se concentra a experiência de uma residência habitada, com áreas pensadas para o quotidiano, para o repouso e para a vida doméstica, revelando um Palácio mais humano e próximo, onde a história se sente à escala de quem ali viveu.
Integrados na ala do antigo mosteiro quinhentista, também conhecido como Palácio Velho, os Aposentos Privados traduzem a presença das duas épocas que formam a Pena: a herança do edifício religioso do século XVI e a transformação romântica promovida por D. Fernando II no século XIX, posteriormente também ocupado por D. Carlos I e pela Rainha da D. Amélia.
Neste núcleo do Palácio, reconhecem-se funções essenciais de habitação, como quartos de dormir e de vestir, toiletes, salas de estar e receber e áreas de circulação reservadas, que contrastam com o caráter público do Palácio Novo, onde predominam os espaços de aparato.
Mais do que uma sequência de divisões, os Aposentos Privados permitem compreender como a Pena foi usada como residência real e como se organizava a vida “por dentro” de um palácio romântico. Ao percorrer esta zona, o visitante entra num território de autenticidade histórica e de maior recolhimento, que ajuda a interpretar o Palácio para além da sua imagem icónica, não apenas como monumento e cenário, mas como lugar de vivência sofistica e intimidade.