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“Propriedade Minha”: ourivesaria, marfins e esmaltes da coleção de D. Fernando II

Pnpena Ebook N4 PT High Res 01 Rd

Palácio

Palácio Nacional da Pena

Edição

Parques de Sintra – Monte da Lua, S.A., 2022, com o apoio da Fundação Casa de Bragança

ISBN

978-989-53438-2-9

Acesso

Conteúdo gratuito

O quarto número da série de monografias “Coleções em Foco” é consagrado à atividade de D. Fernando II (1816-1885) enquanto colecionador, tendo por base um inventário manuscrito pelo rei em 1866, documento doado ao Palácio Nacional da Pena. Dedicado aos núcleos de ourivesaria, marfins e esmaltes da coleção, o inventário constitui uma ferramenta essencial para dar a conhecer aquela faceta do monarca, uma vez que este alude, em discurso direto, aos objetos reunidos, descrevendo-os sucintamente, classificando-os do ponto de vista estilístico, propondo datações e fazendo, por vezes, apreciações técnicas e estéticas acerca dos mesmos. Revela ainda as proveniências, tando no caso de aquisições por si efetuadas como de ofertas recebidas e, para não deixar dúvidas quanto à posse, escreve no final de cada comentário “Propriedade Minha”.

 

O inegável interesse do documento levou à sua transcrição integral, que agora se disponibiliza, acompanhada por um estudo aprofundado no qual, ao longo de dez capítulos, se exploram temas como a caracterização da coleção, a forma como se encontrava exposta, os agentes de mercado a quem o rei recorria ou a dispersão ocorrida após a sua morte. Para tal foram desenvolvidas pesquisas no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, na Biblioteca da Ajuda, na Biblioteca Nacional de Portugal e no Arquivo do Museu-Biblioteca da Casa de Bragança, onde se conservam os “Livros de Caixa” e demais registos de despesas de D. Fernando II. Muita documentação redigida em alemão foi pela primeira vez transcrita e traduzida, ampliando substancialmente o conhecimento sobre a faceta de colecionador do rei.

 

Foi ainda objetivo deste estudo identificar o maior número possível de peças mencionadas no inventário, há muito dispersas por diferentes coleções públicas e privadas, nacionais e estrangeiras ou em paradeiro incerto. Em Portugal, o núcleo mais significativo conserva-se no Palácio Nacional da Ajuda, com ramificações nos acervos do Palácio Nacional da Pena, Museu Nacional de Arte Antiga, Museu-Biblioteca da Casa de Bragança, Museu Calouste Gulbenkian, Museu Nacional de Soares dos Reis, entre outros. Em termos internacionais, destaque para o Metropolitan Museum of Art, de Nova Iorque; o J. Paul Getty Museum, de Los Angeles; o Victoria and Albert Museum, de Londres; e o Louvre de Abu Dhabi.