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Recuperação das coberturas e da área da Copa dos Frescos do Palácio de Monserrate

075 Intervenção No Palácio De Monserrate Creditos PSML EMIGUS Bx

A intervenção em curso no Palácio de Monserrate visa assegurar a conservação das coberturas e da Copa dos Frescos, respondendo aos desafios colocados pelo envelhecimento natural dos materiais, pela exposição prolongada às condições atmosféricas e pela necessidade de garantir a preservação deste conjunto patrimonial para as gerações futuras.

 

Os trabalhos permitirão reforçar a proteção do edifício, melhorar o seu desempenho construtivo e assegurar a conservação dos elementos arquitetónicos e decorativos que caracterizam este importante testemunho do romantismo europeu em Portugal.

 

Mais do que uma operação de manutenção, o projeto constitui uma ação integrada de conservação e valorização patrimonial, assente em princípios de rigor científico, autenticidade e sustentabilidade.

Conservação, sustentabilidade e resiliência climática

As coberturas constituem um dos principais elementos de proteção do edifício, desempenhando um papel determinante na preservação das estruturas, revestimentos e espaços interiores.

 

A intervenção prevê a reabilitação das estruturas de suporte, a substituição de elementos degradados e a correção de patologias identificadas ao longo do tempo, garantindo condições adequadas de estabilidade e segurança para o conjunto edificado.

 

Os trabalhos permitirão ainda melhorar o comportamento das coberturas perante os fenómenos climáticos, reduzindo os riscos associados à infiltração de águas e à degradação dos materiais históricos.

 

A empreitada inclui a revisão e otimização dos sistemas de drenagem e impermeabilização, fundamentais para o correto funcionamento do edifício e para a prevenção de futuras patologias.

 

Num contexto de crescente vulnerabilidade do património às alterações climáticas, o reforço da proteção das coberturas assume particular relevância, contribuindo para a adaptação do monumento às exigências ambientais contemporâneas e para a sua conservação a longo prazo.

 

A intervenção articula, assim, os objetivos de preservação patrimonial com princípios de resiliência e sustentabilidade.

Metodologia de intervenção

Os trabalhos baseiam-se numa abordagem de conservação fundamentada na investigação histórica, na análise técnica e no conhecimento científico dos materiais.

 

São adotados quatro princípios fundamentais:

  • Preservação da autenticidade – manutenção e recuperação dos elementos originais sempre que as suas condições o permitam;
  • Compatibilidade material – utilização de soluções compatíveis com os sistemas construtivos históricos existentes;
  • Intervenção mínima – realização apenas dos trabalhos necessários à conservação e estabilidade do conjunto;
  • Durabilidade e sustentabilidade – implementação de soluções que contribuam para a proteção do edifício e para a redução de futuras necessidades de intervenção.

Enquadramento estratégico

O projeto contribui diretamente para vários dos objetivos estratégicos da Parques de Sintra para o horizonte 2025–2027:

 

  • 1. Oferta cultural e turística diferenciadora – garantindo a manutenção da visita pública ao monumento durante a execução da obra e promovendo uma experiência de contacto direto com os processos de conservação patrimonial.
  • 2. Compreensão e recuperação do património – através da conservação de um dos mais relevantes monumentos românticos de Sintra, assegurando a preservação dos seus valores históricos, artísticos e arquitetónicos;
  • 4. Resiliência climática e biodiversidade – mediante a melhoria do desempenho das coberturas e dos sistemas de proteção do edifício face aos efeitos das condições ambientais;
  • 5. Inovação, sustentabilidade e gestão da qualidade – através da adoção de metodologias de intervenção tecnicamente fundamentadas e compatíveis com as boas práticas internacionais de conservação.

 

Com esta intervenção, a Parques de Sintra reforça o seu compromisso com a proteção e valorização do património cultural, assegurando a preservação de um dos mais importantes ícones do romantismo europeu.

Ficha técnica

Data de início:

novembro 2025

Duração prevista:

1 ano e 4 meses

Investimento:

cerca de 3 milhões de euros

Áreas temáticas:

Conservação e restauro, património, sustentabilidade, sustentabilidade, alterações climáticas e inovação.

No horizonte 2025/27, a missão da Parques de Sintra é orientada por 7 objetivos estratégicos

  • 1) Oferta cultural e turística diferenciadora. Potenciar uma oferta cultural e turística distintiva, que enriqueça a experiência dos visitantes e valorize, de forma autêntica, o património sob gestão, promovendo o acesso à cultura, o reforço da identidade local e o desenvolvimento sustentável de Sintra.
  • 2) Compreensão e recuperação do património. Compreender e recuperar o património natural e construído, combinando investigação, técnicas tradicionais e abordagens inovadoras que assegurem a autenticidade dos valores patrimoniais, a fruição qualificada e a transmissão às gerações futuras.
  • 3) Salvaguarda da Paisagem Cultural e Património UNESCO. Proteger e valorizar a Paisagem Cultural de Sintra e o património imaterial classificados pela UNESCO, garantindo a sua proteção, investigação e divulgação, e promovendo a integração harmoniosa com o tecido social e ambiental local.
  • 4) Resiliência climática e biodiversidade. Reforçar a resiliência às alterações climáticas, promovendo a biodiversidade através de soluções baseadas na ciência e na natureza, que preservem o património natural e construído e contribuam para o equilíbrio ecológico.
  • 5) Inovação, sustentabilidade e gestão da qualidade. Desenvolver e implementar projetos inovadores e colaborativos, promover a adoção de práticas ambientais sustentáveis e incorporar sistemas de gestão da qualidade e de compliance.
  • 6) Parcerias e envolvimento comunitário. Reforçar parcerias com o setor empresarial e associativo, envolvendo comunidades científicas, artísticas e intelectuais, para criar um ecossistema colaborativo que amplifique o impacto positivo no território e na valorização do património.
  • 7) Valorização dos trabalhadores e cultura organizacional. Valorizar as pessoas, fortalecendo uma cultura organizacional sólida e inspiradora, que reconhece o mérito, potencia o desenvolvimento e consolida o orgulho de pertença e o compromisso com a excelência.

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