Parques de Sintra reutiliza madeira caída em Monserrate para regenerar solo e ajudar a reter carbono
12 fev. 2026
A Parques de Sintra está a transformar madeira caída no Parque de Monserrate em estilha, aplicando-a no solo como cobertura orgânica, numa medida que integra os amplos trabalhos de recuperação após as recentes intempéries e que está a ser aplicada também noutros locais sob gestão da empresa.
A técnica, simples e eficaz, consiste em triturar a madeira resultante de quedas e intervenções de segurança e reaproveitá-la no próprio território, devolvendo matéria orgânica ao solo e contribuindo para um ciclo mais sustentável. Em vez de encaminhar este material para eliminação ou recorrer à queima, a estilha é aplicada como cobertura orgânica, ajudando a proteger o solo, a melhorar a sua saúde e a manter parte do carbono por mais tempo na terra.
Além do potencial contributo para a retenção de carbono, esta solução traz benefícios imediatos para o ecossistema, permitindo reduzir a erosão, aumentando a retenção de humidade, regulando a temperatura do solo e criando condições mais favoráveis à vida microbiana, fundamental para a regeneração natural das áreas afetadas. “A recuperação é um trabalho longo e exigente. Mas é agora que se faz com rigor, para proteger o futuro, aplicando soluções que respeitam a natureza e reforçam a resiliência do território”, sublinha João Sousa Rego, presidente do Conselho de Administração da Parques de Sintra.
Esta medida da Parques de Sintra integra-se numa resposta mais ampla de recuperação e gestão de risco, que inclui remoção de árvores em risco, limpeza de caminhos, estabilização de taludes e monitorização contínua. A empresa sublinha, também, que a retenção de carbono no solo depende de variáveis como o tipo de madeira, a humidade e o tempo de decomposição, razão pela qual o trabalho é acompanhado por critérios técnicos e boas práticas ambientais.