Jazz em Monserrate: Concerto de apresentação reagendado. Saiba mais | Palácio da Pena: visita ao interior apenas com data e hora marcada, indicadas no seu bilhete; não existe tolerância de atraso. Saiba mais

Alexandre Frazão, Emma Frank e Jorge Rossy entre os artistas que vão atuar ao pôr-do-sol no Jazz em Monserrate

11 jun. 2024

Entre 6 e 28 de setembro, em Sintra, as sextas-feiras e os sábados serão dias de Jazz em Monserrate, num ponto de encontro de culturas, de gerações e de experiências, que são reflexo, quer da fusão de estilos arquitetónicos do palácio que preside ao grande relvado, quer do exótico jardim que acolhe esta experiência. Com nova direção artística de Inês Laginha e sob o lema “Natureza e Jazz com os pés na relva”, o festival regressa para a sua terceira edição com oito concertos ao pôr-do-sol, quatro concertos para famílias e uma masterclasse gratuita; um programa repleto de novidades que vai, pela primeira vez, além-fronteiras, reunindo 55 artistas nacionais e internacionais, e que tem a ambição de envolver toda a comunidade: público, estudantes e profissionais do jazz.

 

Concertos ao pôr-do-sol em Monserrate: atmosfera mágica ao som do jazz

 

Sempre às 19h00, quando as cores do pôr-do-sol realçam ainda mais a beleza do Parque e do Palácio de Monserrate, estes concertos trarão ao palco localizado no relvado músicos nacionais e internacionais, tanto jovens como consagrados, e cantores e instrumentistas que partiram do jazz, mas não se encerraram aí.

 

As honras de abertura do Jazz em Monserrate 2024, a 6 de setembro, cabem ao vibrafonista e compositor Eduardo Cardinho, que vem apresentar o seu mais recente projeto “Not Far From Paradise". Acompanhado de alguns dos melhores músicos da nova geração do jazz português, traz a sua abordagem rítmica e sonoridade únicas.

 

No dia seguinte, 7 de setembro, é a vez André Rosinha dar a conhecer “Triskel”, o seu novo álbum. Juntando o seu contrabaixo ao piano de João Paulo Esteves da Silva e à bateria de Marcos Cavaleiro, deixa fluir a improvisação livre, onde a melodia tem um papel central, com influências da música clássica e estética lírica do jazz europeu.

 

O pôr-do-sol de 13 de setembro, no relvado de Monserrate, será ao som das canções etéreas e intimistas de Emma Frank, cantautora norte-americana sediada em Brooklyn, que se faz acompanhar de uma banda de luxo. Seguindo a linha que a caracteriza, no seu mais recente álbum, “Interiors”, a artista fala de sentimentos e conta histórias de uma forma honesta e universal.

 

No dia 14 de setembro, sobe ao palco a cantora e compositora Filipa Franco em quinteto com João Gato (saxofone alto), Vasco Pimentel (piano), Francisco Nogueira (contrabaixo) e João Lopes Pereira (bateria), para interpretar temas do caleidoscópico projeto “Imagem”. A originalidade da sua música reside na conjugação dos opostos: tanto é um lugar bruto e cru, com a exploração da improvisação livre, como se deixa invadir pela delicadeza e pelo lirismo.

 

A 20 de setembro, o público terá oportunidade de assistir a um concerto inédito e irrepetível que une o Trio de Jazz de Loulé – com João Pedro Coelho ao piano, António Quintino no contrabaixo e João Lopes Pereira na bateria – ao aclamado baterista e vibrafonista catalão Jorge Rossy. Juntando as suas influências, exploram a versatilidade de estilos do jazz para alcançar um som distintivo.

 

No dia 21 de setembro, atua o duo transatlântico composto pelo guitarrista brasileiro Augusto Baschera e pelo pianista português João Bernardo, cuja performance é marcada pela forte interação e cumplicidade. Ao palco do relvado de Monserrate trazem composições que assentam na fusão tímbrica destes dois instrumentos e que vão buscar inspiração à música popular, erudita e jazz para retratar a justaposição de realidades distintas.

 

O concerto ao pôr-do-sol de 27 de setembro está a cargo de Margarida Campelo, cantora, compositora, multi-instrumentista e arranjadora, que se estreia a solo com o álbum “Supermarket Joy”, produzido por Bruno Pernadas. Artista com uma identidade musical ímpar no panorama musical português, a sua música revela uma profusão de influências, que vão da pop à dance music, passando pelo R&B, o jazz experimental e o neo soul.

 

No dia 28 de setembro, Alexandre Frazão encerra com chave de ouro esta edição do Jazz em Monserrate. O conceituado baterista que tem marcado o jazz português, estreia-se, finalmente em nome próprio, rodeado de jovens músicos. O dinamismo e a agitação que o caracterizam serviram de motor à experimentação e criação necessárias para a construção coletiva de “Quintessência”, que apresentará ao público neste fim de tarde.

 

Mostrar às famílias e às novas gerações “O que é o jazz?”

 

Nos sábados de 7, 14, 21 e 28 de setembro, às 11h00, a programação do Jazz em Monserrate será dedicada às famílias. Contando com a colaboração dos alunos de Jazz da Escola Artística de Música do Conservatório Nacional, a cantora e pedagoga Catarina dos Santos propõe ao público mais jovem (e não só) que descubra “O que é jazz?”, através de uma viagem ao longo da história deste género musical.

 

Em cada sessão, o vasto repertório preparado pelos jovens músicos avançará um pouco no tempo e servirá para mostrar que o jazz é, afinal, uma música acessível e estimulante, recheada de interação e plena de possibilidades. No final de cada concerto, haverá uma jam session aberta a qualquer jovem estudante que já toque um pouco de jazz e que queira experimentar tocar com os alunos que se apresentam nesse dia.

 

Jorge Rossy conduz masterclasse gratuita

 

No dia 21 de setembro, sábado, às 14h00, há uma oportunidade única de única de formação com o consagrado baterista e vibrafonista catalão Jorge Rossy, que já trabalhou com alguns dos músicos de jazz mais importantes da sua geração, tais como Brad Mehldau, Ethan Iverson, Chris Cheek, Joshua Redman ou Kurt Rosenwinkel, entre muitos outros.

 

Nesta masterclasse gratuita, abordará a consciência dos papéis que cada músico tem na relação consigo próprio, com a banda, com a música e com o público. Ajudará, também, os jovens alunos a perceber como gerir as expectativas que os outros músicos têm de si próprios e dos outros, como é a vida de um músico profissional, e como isso afeta a música em si, e qual o papel sócio-político dos músicos de jazz, no passado, no presente e no futuro.

 

Concerto esgotado de Perico Sambeat reagendado para 5 de setembro

 

O concerto de apresentação do programa do Jazz em Monserrate 2024, a cargo de Perico Sambeat, que estava agendado para 8 de junho e que se encontrava esgotado, foi cancelado devido à ocorrência de precipitação, por não estarem reunidas as necessárias condições de conforto e segurança para a sua realização.

 

O espetáculo foi reagendado para o dia 5 de setembro, sendo todos bilhetes já adquiridos válidos para essa data.

 

Alternativamente, o público poderá solicitar o reembolso do seu bilhete através do preenchimento do formulário disponível no site da Parques de Sintra.

 

Presença habitual nos palcos internacionais, o prestigiado saxofonista espanhol Perico Sambeat conta com mais de uma vintena de discos em nome próprio e diversas colaborações em álbuns de alguns dos músicos mais relevantes da atualidade, dos quais se destacam Dave Douglas, Ron Carter, Michael Brecker ou Bernardo Sassetti.

 

Neste concerto, estará acompanhado por um trio de músicos portugueses (João Pedro Coelho - piano, Romeu Tristão - contrabaixo e Bruno Pedroso - bateria) e irá explorar música integralmente da sua autoria, dando-lhe uma nova vida e brindando o público com um som que equilibra perfeitamente energia e clareza melódica.

 

O Jazz em Monserrarte nasceu, em 2022, da enorme vontade de convidar o público a usufruir de um dos mais belos locais de contemplação do mundo, deixando-se deslumbrar pela emoção que só a música pode proporcionar e juntando-lhe a atmosfera descontraída e o contacto com a natureza para gerar memórias únicas, singulares e coletivas.

 

Conjugando a beleza de Monserrate com uma programação sólida e de grande qualidade, que tem percorrido as diversas correntes do jazz português contemporâneo e dialogado com outras artes como o cinema e a spoken word, o sucesso das duas primeiras edições demonstrou que o Jazz em Monserrate veio ocupar um espaço que havia por preencher. Pelo palco do festival já passaram nomes como Mário Laginha, Afonso Pais, Maria João, Carlos Bica, Filipe Raposo e Rita Maria.

 

Nesta terceira edição, passa a contar com a direção artística de Inês Laginha, compositora e docente na Escola Artística de Música do Conservatório Nacional, e, desde o final de 2017, diretora artística da Casa Bernardo Sassetti.

 

Os bilhetes para os concertos ao pôr-do-sol custam 15€ e já estão à venda no site oficial do evento www.jazzemmonserrate.pt. Os portadores destes ingressos terão acesso ao transporte gratuito que será assegurado pela Scotturb nos dias do festival.

 

Os concertos para famílias são gratuitos mediante compra do bilhete de entrada no Parque e Palácio de Monserrate. Quanto à masterclasse com Jorge Rossy, não tem qualquer custo, mas requer inscrição prévia. As candidaturas decorrem até 31 de agosto.  

 

O Jazz em Monserrate é promovido pela Parques de Sintra, tem como mecenas o BPI e a Fundação “la Caixa” e conta com o apoio da Câmara Municipal de Sintra. A Smooth FM é a rádio oficial do festival.

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