Consulte a agenda cultural - Palácios com Vida | Subscreva a newsletter da Parques de Sintra

Ao fim de mais século Jardins Históricos de Sintra e de Queluz voltam a receber cães

02 out. 2026

Este ano, a Parques de Sintra celebra o Dia do Animal, 4 de outubro, com uma boa notícia para todos os que gostam de passear com os seus companheiros patudos. A partir desta data, e ao fim de mais de um século, estes animais de companhia voltam a fazer parte da paisagem dos Jardins dos Palácios Nacionais de Sintra e de Queluz.

 

Estes jardins históricos juntam-se, assim, ao Castelo dos Mouros e ao Parque de Monserrate, onde a medida já vigora desde 2022 e 2024, respetivamente.

 

Além de resgatar uma vivência do passado, a iniciativa, que abrange também o Convento dos Capuchos, pretende proporcionar uma experiência mais inclusiva e próxima da natureza, permitindo que os visitantes possam desfrutar destes espaços na companhia dos seus animais de estimação, respeitando as regras de utilização e conservação do património.

 

Os cães de companhia no quotidiano da Família Real nos Palácios de Sintra

 

Em Sintra, os cães de companhia fizeram parte da vida quotidiana da Família Real Portuguesa e estiveram presentes nos palácios, nos jardins e nos momentos de lazer. Era pública e reconhecida a estima que a Família Real Portuguesa nutria pelos animais e a enorme afeição que lhes dedicava.

 

Essa relação de proximidade ficou eternizada em imagens da época, como uma fotografia da Rainha D. Amélia, no Palácio da Pena, na companhia de três dos seus cães: um Grand Danois, um Labrador e um Irish Terrier.

 

A ligação do rei D. Fernando II aos cães foi particularmente expressiva. O Rei-Artista, conhecido pelo seu interesse pelas artes e pela natureza, representou dezenas de cães em diferentes técnicas, incluindo aguarelas, desenhos a carvão e peças em cerâmica. Estas representações encontram-se associadas a diferentes espaços da sua vivência, nomeadamente no Palácio Nacional de Sintra e no Parque da Pena.

 

No Palácio Nacional de Queluz, o Jardim Botânico conserva quatro esculturas de perdigueiros, testemunho material da sua presença e da sua importância para a Família Real.

 

Bem-estar animal e regras a cumprir

 

Para garantir o bem-estar dos animais, os espaços foram dotados dos equipamentos necessários, nomeadamente, bebedouro para cães; espaços onde os donos podem deixá-los em segurança, enquanto visitam os locais interditos à circulação dos animais; e dispensadores de sacos para recolha dos dejetos que os cães possam produzir. 

 

A entrada dos cães estará sujeita a regras específicas, destinadas a garantir a segurança tanto dos visitantes, como dos próprios animais; a preservação dos jardins e monumentos; a proteção da fauna e flora; e a boa convivência entre todos os utilizadores dos espaços.

D Amelia E D Manuel 3 Caes Pena

NEWSLETTER

Fique a par da nossa agenda cultural e de todas as novidades