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Descubra os objetos em exposição no Palácio Nacional de Sintra

Capela

Construção original do reinado de D. Dinis e D. Isabel de Aragão (séc. XIII), mas alterada e aumentada durante o reinado de D. Afonso V (1432-1481).

O teto mudéjar é um dos melhores exemplos preservados em Portugal.

Profundamente alterada nos séculos XVIII e XIX, a decoração das paredes foi recuperada no século XX a partir de fragmentos entretanto encontrados.

 

Conheça os objetos expostos nesta sala.

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Teto de laço

Este teto, um dos exemplares mais antigos existentes em Portugal, apresenta os chamados motivos de “laço” ou “de laçarias”. Caracteriza-se por complexos padrões geométricos de composição radial ou estrelada. Ostenta o brasão real sobreposto à cruz de Avis, remetendo, muito provavelmente, para o rei D. Afonso V (1432-1481).

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Pavimento cerâmico

Pavimento cerâmico elaborado em técnica de alicatado, com desenhos geométricos de várias cores. Trata-se de um dos mais antigos exemplares existentes em Portugal.

Religião

Até ao final da monarquia em 1910, a religião estava presente em todos os aspetos da sociedade portuguesa. A Coroa e a Igreja beneficiavam-se mutuamente, sendo frequente o rei utilizar as práticas religiosas para justificar a sua ação.

Na Capela do Paço de Sintra realizava-se o serviço religioso. Existiam outros oratórios privados no palácio, mas na Capela participavam o confessor do rei, vários clérigos, dezenas de capelães, alguns esmoleres a quem cabia distribuir esmolas, bem como dezenas de músicos e cantores. O conjunto de todas estas pessoas formava a Capela Real – uma instituição dentro da corte.

Na Capela prestava-se simultaneamente serviço a Deus e ao rei. No século XV, D. Afonso V (1432-1481) reforçou a importância da presença do rei na Capela, estabelecendo normas para o serviço litúrgico. Durante a missa, o rei ocultava-se por detrás de uma cortina junto à capela-mor (o espaço mais importante). Isto conferia uma aura de sacralidade ao rei, colocando-o acima dos demais presentes.