Reconstituição deste espaço, recuperando a estrutura e composição original enquanto jardim setecentista e devolvendo-lhe o caráter lúdico e interpretativo original (respeitando a sua composição e relação com a envolvente).
Foi analisado o enquadramento histórico e o contexto dos jardins europeus da época (nomeadamente o traçado), bem como toda a evolução que sofreram até à atualidade. Procedeu-se também à recolha e análise de vários elementos dispersos pelos jardins e que ainda restam, tais como troços de balaustrada, lagos, cantarias e lajes.
Os projetos são acompanhados por sondagens arqueológicas, que têm apoiado as tomadas de decisão. Juntamente com a investigação bibliográfica, este trabalho permitiu a produção de plantas de reconstituição dos jardins setecentistas.
O Jardim de Malta foi alterado ao longo do tempo ao nível das plantações, configuração decorativa, esculturas e lagos. A intervenção neste espaço prevê a remoção e transplante da vegetação existente, integrando-a, sempre que possível, noutras áreas do jardim; a reposição dos 4 grupos de esculturas e conchas dos lagos; a substituição do pavimento atual e revisão do sistema de drenagem; a consolidação e conservação das esculturas, pedestais, balaustradas e cantarias; a reformulação do sistema de rega resolvendo problemas de pressão e entupimento; e a iluminação das zonas de circulação, elementos decorativos e envolvente. No que respeita a plantações, pretende-se reconstituir o desenho original plantando novas sebes (as atuais serão transplantadas e reutilizadas no jardim), introduzir novos elementos topiados e eliminar os elementos arbóreos que não pertencem à estrutura original.
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