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Património Mundial UNESCO

Mapa infográfico da Paisagem Cultural de Sintra, realçando os parques e monumentos geridos pela Parques de Sintra.

Paisagem Cultural de Sintra

Em 1992, a UNESCO alargou as categorias do Património Mundial e criou a de “Paisagem Cultural”. Sintra foi a primeira Paisagem Cultural na Europa, classificada em 1995.

A Parques de Sintra tem por principal objetivo a salvaguarda e valorização dos principais bens culturais e naturais públicos situados na zona da Paisagem Cultural de Sintra-Património Mundial.

Mais informação em Cultural Landscape of Sintra e na edição Portugal e o Património Mundial da UNESCO.

 

20 anos de Sintra Património Mundial
Sintra foi o primeiro sítio Europeu inscrito pela UNESCO como Paisagem Cultural. O Valor Universal desta paisagem foi, então, reconhecido como constituindo uma abordagem pioneira ao paisagismo Romântico e percursora da interpretação desta nova forma de pensar noutros locais da Europa. Na sua 19ª sessão, em Berlim, o Comité do Património Mundial reconheceu, ainda, Sintra como sendo um exemplo único de local que preservou a sua integridade fundamental, isto é, no qual se conservaram evidências significativas das sucessivas culturas que o ocuparam.

Em Sintra é possível percorrer 7.000 anos de história. Desde as comunidades do Neolítico, que se fixaram nas encostas mais abrigadas da serra, e das quais continuam a surgir vestígios notáveis (como um vaso datado do V milénio a.C. recentemente descoberto no Castelo dos Mouros), aqui se conta também a história da civilização romana, cuja memória se encontra preservada na antiga designação da serra – Mons lunae, ou Monte da Lua, tão frequentemente invocada; a do domínio muçulmano do território, de que o castelo altaneiro é o mais ilustre representante; a da reconquista cristã, presente na história daquele que viria a ser o Paço Real da Coroa Portuguesa e que teve como origem o antigo palácio mouro. Conta-se também aqui a história de como esta serra sempre despertou no Homem o desejo de contemplação, que tem a sua materialização mais pura no Convento de Santa Cruz da Serra onde, durante quase 300 anos, frades Franciscanos adoraram a natureza como expressão máxima da obra do Criador. E foi também um olhar contemplativo que trouxe a esta serra homens como D. Fernando II que, no séc. XIX, realizou a obra da Pena tirando partido das extraordinárias condições climáticas e geológicas da serra e fazendo uso de todos os fragmentos de memória do sítio. À semelhança de D. Fernando II, outros proprietários de quintas, como Francis Cook, criador de Monserrate, materializaram este novo conceito de jardim, com cenários exuberantes e exóticos em que se valorizava proximidade com o mundo natural, experiência que podemos ainda hoje viver.

Para garantir uma administração coesa deste património, de que depende a “integridade fundamental do sítio” reconhecida pela UNESCO, foi criada, no ano 2000, a Parques de Sintra – Monte da Lua, S.A. que então recebeu a responsabilidade de gestão do Castelo dos Mouros, do Convento dos Capuchos, do Parque e Palácio Nacional da Pena e do Parque e Palácio de Monserrate. Mais tarde, em 2012, foi também entregue a esta Sociedade a gestão do Palácio Nacional de Sintra.

É, pois, com muita honra que a Parques de Sintra festeja duas décadas de reconhecimento do Valor Universal desta Paisagem, cujos elementos-chave são os parques e monumentos que desenham uma linha do tempo contínua de que a esta empresa é guardiã.

Manuel Carrasqueira Baptista
Presidente do Conselho de Administração da Parques de Sintra – Monte da Lua, S.A.

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